Rua Bahia

Não ouço mais o apito no final da tarde. Não sinto mais o cheiro típico da fábrica de gaitas.

Os prédios ainda resistem à música dos novos tempos, agonizantes, depredados aos poucos.

Eu me lembro dos meus passos do passado, dos dias de alegria simples e clara, das coisas simples que a memória marca a ferro no cérebro. Eu escuto vozes roucas, apenas, e visualizo algumas imagens pálidas, como se o tempo envelhecesse as nossas lembranças.

Há uma casa. Há um rio defronte a essa casa. Há uma cachoeira nesse rio. Um pequeno paraíso atrás do muro. Quando passo, a pé, paro e observo. O lugar é belo. Mais belo seria, não fosse a sujeira humana.

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